DETONADOR2002 É NOIS NO EXTREME NO ESPORTE E NA MÚSICA!!!
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  • ARTES MARCIAIS:

    -KUNG FU:

    Termo genérico que designa as artes marciais originárias da China. A palavra kung fu significa \\"tempo e esforço despendidos em uma atividade\\". Também chamado de wushu na China continental e de kuoshu em Taiwan (Formosa), o kung fu é criado em Cantão, onde tem o nome de gung fu. Baseia-se no princípio do controle muscular e da concentração mental comuns ao judô e ao caratê.

    REGRAS-

    O kung fu pode ser praticado individualmente, como exercício, ou em duplas, como luta. Na luta, o objetivo é imobilizar o adversário, sem tempo máximo predeterminado. As técnicas variam conforme a distância entre os oponentes. Na distância extralonga, eles devem utilizar saltos, socos e chutes. Na longa, dão chutes em diferentes alturas. Na distância média, usam joelhos, pés e mãos para desferir golpes também em várias alturas. Na curta utilizam-se técnicas de imobilização (chaves e torções). Nas distâncias curtíssimas são usadas técnicas de imobilização e estrangulamento.

    ESTILOS-

    O kung fu divide-se em centenas de estilos: só em Hong Kong existem 360 tipos. Os mais praticados são o tai chi chuan (de movimentação lenta, indicado para fins terapêuticos); shaolin do norte (seqüências com mãos livres, com base nos movimentos dos animais e nas forças da natureza); fei hok phay (baseado nos movimentos da garça, do dragão, da serpente, do tigre, do leopardo, do leão, do elefante, do macaco, do cavalo e da raposa); yen jow (inspirado nos movimentos da águia, com ênfase nas acrobacias); hung gar (técnicas representativas de cinco animais: dragão, serpente, garça, tigre e leopardo); ying tsun (conhecido mundialmente por ter sido praticado no cinema por Bruce Lee); shen she chuen (movimentos da serpente); tong long (movimentos do louva-a-deus, com ênfase nas esquivas e no combate a curta distância); pa kna (o praticante usa oito ângulos para ataque e defesa); choy li fut (envolve armas, como bastões).

    COMPETIÇÕES-

    As primeiras surgem isoladamente na própria China. Entre o final da década de 20 e a de 30, o governo chinês promove diversos torneios nacionais e provinciais. Os primeiros campeonatos mundiais acontecem em Pequim, em 1991, e em Taipei, em 1992. Em 1990, o kung fu é incluído nos Jogos Olímpicos asiáticos. A International Wushu Federation (entidade que, ao lado da International Chinese Kuoshu Federation, controla o esporte mundialmente) empenha-se para que o kung fu passe a fazer parte das Olimpíadas.

    Kung fu no Brasil - O esporte é introduzido no país no final dos anos 50 e início dos 60 por Moy Gin Yin (mestre Wong), Chan Kowk Wai (mestre Shan) e Chiu Ping Lok (mestre Lope). Os primeiros campeonatos paulista e brasileiro de kung fu acontecem em 1990.


    BOXE



    Considera-se que o boxe contemporâneo começa nos Estados Unidos, em 1892, quando acontece a primeira luta com luvas e regras semelhantes às atuais. O norte-americano John Lawrence Sullivan, então campeão mundial de boxe sob as antigas regras, perde o combate para James John Corbett, que mantém o título até 1897.

    ORIGEM –

    Os primeiros registros conhecidos de combates esportivos travados com os punhos são da Grécia antiga. Chamadas de pugilato, essas lutas surgem em Esparta, onde guerreiros, protegidos por um escudo na mão esquerda, trocam socos com a direita para treinar os movimentos de combate com espada. O esporte é praticado pela primeira vez, oficialmente, nas Olimpíadas disputadas em 652 a.C. Durante a Idade Média, o pugilato é abandonado. Ressurge na Inglaterra, no final do século XVII, com regras mais bem definidas e maior proteção dos atletas, passando a ser conhecido como boxe (do inglês box, esmurrar).

    REGRAS-

    A disputa dá-se em um quadrado limitado por cordas, o ringue, que mede entre 4,90 m e 6,10 m. As lutas profissionais duram 12 assaltos, ou rounds, cada um de 3 minutos, e terminam imediatamente por nocaute se um dos atletas cair e não se levantar em 10 segundos. Se o lutador erguer-se antes do limite, considera-se um knock-down.

    Caso não haja nocaute, cinco juízes escolhem o vencedor por critério de pontos, com base no número de golpes dados, ou o juiz de ringue interrompe a luta e declara um dos lutadores vencedor por nocaute técnico. Os principais golpes são o jab, os cruzados de direita, de esquerda e o gancho. É proibido atingir o adversário abaixo da cintura, sob pena de desclassificação. Nas Olimpíadas, a luta tem três assaltos de 3 minutos, com 1 minuto de intervalo entre eles.

    O boxe amador tem 13 categorias, segundo o peso do atleta (minimosca, mosca, galo, pena, leve, superleve, meio-médio, meio-médio-ligeiro, médio-ligeiro, médio, meio-pesado, pesado e superpesado); o profissional tem 18 (as mesmas do amador, exceto superpesado, e mais palha, supermosca, supergalo, superpena, supermédio e cruzador).

    ORGANIZAÇÃO-

    Cinco entidades organizam o boxe internacional atualmente e divulgam rankings distintos: a Associação Mundial de Boxe (AMB), o Conselho Mundial de Boxe (CMB), a Federação Internacional de Boxe (FIB), a União Mundial de Boxe (UMB) e a Organização Mundial de Boxe (OMB). As lutas válidas pelo CMB (sobretudo as da categoria pesado) atraem mais público e movimentam milhões em dinheiro. Os lutadores Joe Louis (1914-1981), Rocky Marciano (1923-1969), Cassius Clay (Muhammad Ali) (1942-) e Mike Tyson (1966-) são os mais destacados da história do boxe.

    RESULTADOS DO BRASIL-

    Éder Jofre é o único brasileiro campeão mundial em duas categorias: galo (1961) e pena (1973). Miguel de Oliveira ganha o campeonato mundial dos médio-ligeiros em 1974. O pesado Adilson Maguila Rodrigues, campeão sul-americano, chega em 1989 ao segundo lugar no ranking do CMB e luta com o norte-americano Evander Holyfield, que vence por nocaute no segundo round. Em 1999, Acelino \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"Popó\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" Freitas torna-se campeão mundial superpena pela OMB ao vencer o russo Anatoly Alexandrov por nocaute. Além de Popó, os pugilistas brasileiros com melhor colocação no ranking mundial no primeiro semestre do ano são Ezequiel Paixão (10º lugar da AMB na categoria cruzador) e Rogério Lobo (8º lugar da AMB na categoria meio-pesado).

    Em 2000, o baiano Acelino de Freitas, o Popó, de 24 anos, coloca em disputa o título de campeão mundial dos superpenas em quatro lutas, em 2000, e mantém o cinturão da Organização Mundial de Boxe (OMB). Em 15 de janeiro, defende o título contra o galês Barry Jones e vence no oitavo assalto, no Doncaster Dome, na Inglaterra, por nocaute técnico. Em março, bate o mexicano Javier Jauregui no primeiro round. Em 10 de agosto, em Detroit, Estados Unidos, Popó vence o norte-americano Lemuel Nelson, por nocaute, no segundo round. Em 23 de setembro, em sua quarta defesa do título no ano, derrota Carlos Ríos, da Argentina, por nocaute, no nono round.
    Em agosto, o campeão brasileiro dos pesos pesados, George Arias, mantém o cinturão com um nocaute técnico sobre Edgar Alazão.
    Édson do Nascimento, o Xuxa, vence, por pontos, o colombiano Rosember Palacios, nos Estados Unidos, em 25 de julho, na categoria peso leve. Essa foi a 42ª vitória de Xuxa, que é o décimo colocado no ranking da AMB e terceiro no da OMB.
    Nos Jogos Olímpicos de Sydney, o Brasil é representado por seis atletas. Na categoria mosca, José Anastácio Albuquerque perde na primeira eliminatória. Vlademir Pereira dos Santos, peso pena, avança uma fase, mas é eliminado na segunda. Agnaldo Magalhães, peso leve, é outro a ser desclassificado na primeira luta. Kelson Carlos Santos Pinto, peso meio-médio, também vence uma luta, mas perde na etapa seguinte. Cleiton Conceição, médio-ligeiro, e Laudelino Barros, peso pesado, são derrotados na primeira eliminatória.

    DESTAQUE NO MUNDO –

    O norte-americano Evander Holyfield, de 37 anos, conquista seu quarto título mundial dos pesos pesados da Associação Mundial de Boxe (AMB). A vitória, por pontos, foi sobre seu compatriota John Ruiz, em luta realizada em Las Vegas, no dia 13 de agosto. Holyfield tem agora 37 vitórias, quatro derrotas e um empate. Com o título, Holyfield supera Muhammad Ali, campeão mundial em três oportunidades. Outro campeão mundial, o britânico Lennox Lewis, mantém o cinturão dos pesos pesados do Conselho Mundial de Boxe (CMB) e da Federação Internacional de Boxe (FIB). Em 16 de julho, Lewis nocauteia o sul-africano Frans Botha no segundo round. O britânico tem agora 37 vitórias, uma derrota e um empate. O ex-campeão Mike Tyson, dos Estados Unidos, vence, em 25 de julho, o norte-americano Lou Savarese no primeiro round. A luta é realizada no Hampden Park, em Glasgow, na Escócia. Tyson, que tem agora 48 vitórias e três derrotas, é o sexto no ranking da AMB, segundo no da CMB e décimo no da FIB.
    No torneio de boxe dos Jogos Olímpicos de Sydney, Cuba domina e fica com quatro medalhas de ouro: Guillermo Rigondeaux Ortiz, peso-galo; Mario Kindelán, leve; Jorge Gutierrez, médio; e Felix Savon, pesado. Mas é a Federação Russa que conquista o maior número de medalhas, com sete no total: duas de ouro, três de prata e duas de bronze.


    CAPOEIRA




    Luta de defesa pessoal ao mesmo tempo reconhecida como dança. Tipicamente brasileira, a capoeira surge entre os escravos provenientes de Angola na época colonial. Desenvolve-se sobretudo na Bahia, onde os movimentos de ataque e defesa com o corpo passam a ser executados ao som de berimbau. Identificada como \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"arte de criminosos\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\", sua prática era clandestina e chegava a ser punida com prisão pelo Código Penal de 1890. Apesar disso, a capoeira espalha-se por vários estados, principalmente Rio de Janeiro, São Paulo e Pará.

    Um de seus mais importantes divulgadores é Manoel dos Reis Machado (1899-1974), o Mestre Bimba. É ele o primeiro a normatizar a luta como esporte, criando os 52 golpes que hoje fazem parte do ritual da capoeira regional baiana, uma de suas variantes (a outra é a capoeira Angola, ou tradicional). Em 1990 cria-se a Associação Brasileira de Professores de Capoeira (ABPC), com o objetivo de unificar o ensino e a graduação do esporte. Em 1995, o Comitê Olímpico Brasileiro reconhece oficialmente a Confederação Brasileira de Capoeira, fundada em 1992. Até então, a luta estava vinculada à Confederação Brasileira de Pugilismo.

    REGRAS –

    A regulamentação do jogo de capoeira varia de região para região. De maneira geral, ele é disputado por dois oponentes, que se defrontam no meio de uma roda formada por outros capoeiristas, ao som de palmas e berimbaus. O objetivo é derrubar o adversário, golpeando-o com as mãos, os pés ou qualquer outra parte do corpo. A ginga ao ritmo dos berimbaus que cadenciam a luta também é uma importante forma de ataque e defesa do capoeirista. Um terceiro atleta, fora da luta, pode \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"comprar\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" para si o combate com um dos dois disputantes, gingando na frente do adversário escolhido e tomando o lugar de seu oponente. Para isso, o capoeirista que \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"compra\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" o jogo não precisa esperar que a luta termine . Os atletas usam uma corda ou um cordel na cintura para identificar seu grau de aprendizado no esporte, mas a seqüência e as cores são diferentes para cada variante da capoeira.




    KARATÊ


    Técnica de luta reconhecida, ao mesmo tempo, como treinamento físico e esporte de combate competitivo. Nas lutas do caratê como esporte, alguns golpes do treinamento físico são proibidos, porque podem causar lesões graves. Além disso, todos os socos, ataques e chutes devem ser contidos antes do contato com o corpo do adversário, para evitar ferimentos.

    ORIGEM –

    O desenvolvimento do caratê está ligado a uma antiga lei da ilha japonesa de Okinawa, que proibia o uso de armas por seus habitantes. Em 1500, essa espécie de \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"luta com as mãos limpas\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" é acrescida de técnicas das artes marciais chinesas. Em 1905, ainda em Okinawa, começa o ensino regular desse esporte nas escolas. Por volta de 1922, o caratê já está difundido em todo o Japão, mas somente em 1969 a União Mundial de Caratê, sediada no Japão, uniformiza as regras básicas do esporte.

    O caratê é trazido para o Brasil por dois imigrantes japoneses, Tanaka e Uriu, nos anos 50.

    REGRAS–

    Como em outras artes marciais, as categorias do caratê são diferenciadas por faixas de várias cores, que indicam o grau alcançado pelo competidor. O iniciante recebe a branca e, à medida que evolui, passa pela laranja, verde e marrom. A última a ser conseguida é a faixa preta. As disputas podem ser individuais ou por equipes. Nesse caso, os competidores lutam dois a dois, ou um atleta vencedor continua a enfrentar novos componentes da outra equipe até ser derrotado. Os embates acontecem sobre uma superfície plana de 8 m², sem obstáculos, chamada tatame, idêntica à do judô. Há um juiz principal, dentro da área de luta, que, em caso de empate, dá o voto decisivo; quatro árbitros auxiliares, cada um sentado em um dos cantos do tatame; e outro árbitro, sentado ao lado da área de competição. Os lutadores devem iniciar a disputa um de frente para o outro, com os dedos dos pés sobre as linhas de início marcadas no tatame. As lutas duram em média 2 min, mas podem chegar a até 3 ou 5 min. Ganha quem conseguir um ippon (ponto integral, para um golpe desfechado com boa forma, boa atitude e muito vigor) ou dois waza-ari (meio ponto, para um golpe menos correto, desferido quando, por exemplo, o adversário se esquiva). Além desses, os golpes mais conhecidos são o tsuki (soco), o uchi (pressão), o ate (golpe ou pancada) e o keri (chute). Todo ataque ao corpo que não seja direcionado às pernas ou aos braços é considerado infração.

    RESULTADOS DO BRASIL –

    Em 1972, em Paris (França), o brasileiro Luiz Watanabe sagra-se campeão mundial individual. Em 1994, em Treviso (Itália), a equipe feminina do Brasil conquista o título mundial.

    Em 1999, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, os caratecas brasileiros conquistam oito medalhas. Lucélia de Carvalho (categoria acima de 60 kg) ganha ouro; Maria Cecília Maia (abaixo de 60 kg), Antônio Carlos Pinto (abaixo de 75 kg), Nélson Luiz Bittencourt (abaixo de 80 kg) e Altamiro Cruz (acima de 80 kg) ficam com prata; e Sidirley de Souza (até 60 kg), Célio René Vieira (até 65 kg) e Massimiliano Pagano (até 75 kg), com bronze.


    JIU- JITSU




    Considerado o pai de outras lutas marciais do Oriente (como o caratê, o kung fu e o judô), o jiu-jítsu surge no Japão, no século XVI. Em tradução literal, a palavra jiu-jítsu quer dizer \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"arte doce\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" ou \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"arte suave\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\". Baseia-se em uma antiga crença japonesa segundo a qual é preciso \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"ceder para vencer\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\". Toma-se como exemplo uma árvore grande que recebe muita neve em seus galhos e cede, até que a neve escorregue e os galhos voltem à posição normal. A árvore rígida, que não cede, acumula neve e acaba se partindo.

    Como as demais artes marciais, o jiu-jítsu baseia-se no princípio do controle muscular e do poder de concentração mental. Entre os que praticam a luta há a noção de que toda a força do ser humano vem de um ponto situado 10 cm abaixo do umbigo. Havendo perfeita harmonia entre corpo e espírito, essa força pode ser liberada, aumentando a capacidade física da pessoa.

    REGRAS-

    As regras que presidem as lutas de jiu-jítsu no Brasil são elaboradas pela Federação Brasileira de Pugilismo, em 1936. Os lutadores devem subir descalços em um ringue de combate medindo, no mínimo, 5 m por 5 m (25 m²). Sobre o assoalho precisa haver um acolchoado com espessura máxima de 1 polegada, coberto por uma lona. Há um juiz e três jurados de mesa. As lutas podem chegar a um máximo de 60 min, divididos em rounds de 10, 15 ou 20 min cada um, com intervalos de 2 a 3 min entre eles. Os principais golpes são o armlock (ou prisão de braço), em que se torce o braço do adversário; o golpe de jarrete, em que se flexiona o punho do adversário, aplicando-lhe, ao mesmo tempo, uma chave de pernas para derrubá-lo; e a tesoura, em que o lutador se lança no ar e, com as duas pernas, prende as do adversário. Cotoveladas, socos, dentadas, puxões de cabelo ou de orelhas, torção dos dedos das mãos ou dos pés, dedos nos olhos ou nos órgãos genitais são proibidos. Conforme a infração, o lutador pode ser desclassificado. O combate é decidido por pontos (conferidos pelos jurados), por perda de sentidos do adversário (nocaute) ou por desistência de um dos competidores.

    JIU JITSU NO BRASIL –

    O esporte chega ao país em 1910 trazido por Mitsuyo Mayeda (conhecido como Yomato), Satake, Laku, Ochmite e Okura, cinco japoneses que desembarcam em Belém (PA). Eles enfrentam e vencem diversos capoeiristas, em combates que duram poucos segundos. Muitos brasileiros se sentem incentivados a praticar a nova luta. Entre os cinco pioneiros, Yomato e Satake são os únicos a permanecer no país. Yomato disputa e vence o primeiro campeonato mundial do esporte, realizado em Cuba, em 1922. O jiu-jítsu nacional alcança, ainda, projeção mundial com os irmãos Gracie (Carlos, Gastão, José e Hélio ) e com o lutador João Alberto Barreto. Atualmente é praticado por 150 mil brasileiros.



    JUDÔ



    O judô é uma luta corporal adaptada do jiu-jítsu pelo professor japonês Jigoro Kano em 1882. Considerada a mais nobre das artes marciais, é uma das únicas disputadas nas Olimpíadas (a outra é o taekwondo, incluída a partir dos Jogos de Sydney 2000). Os lutadores, ou judocas, são divididos em duas categorias: principiantes (kiu) e mestres (dan). A cor da faixa que amarra o quimono, roupa utilizada pelos judocas, indica o grau de aprendizado em que se encontram dentro de cada categoria. Os iniciantes usam, nesta ordem, faixa branca, azul, amarela, laranja, verde, roxa e marrom. Para os mestres, as faixas são a preta, a listrada de vermelho e branco e a vermelha. O esporte é regido pela Federação Internacional de Judô, criada em 1952.

    REGRAS-

    As lutas acontecem em uma plataforma (tatame) de no mínimo 14 m por 14 m e duram de 3 a 5 min, segundo a categoria. O objetivo é conseguir 1 ponto ou ippon por meio de um destes três golpes: derrubar o adversário, obrigando-o a pôr os ombros no chão; imobilizá-lo por 30 s, por estrangulamento, levando-o à desistência ou à perda dos sentidos; e chave-de-braço, em que um atleta torce o braço do outro. Quando o golpe é quase perfeito - o adversário fica imobilizado por mais de 25 s ou cai no tatame, mas não com os dois ombros -, o juiz anuncia 1 waza-ari, ou vantagem. Dois waza-ari correspondem a 1 ippon.

    Há dois outros tipos de vantagem. O yuko corresponde à imobilização do adversário por até 24 s. Se durar entre 10 e 19 s, o juiz anuncia koka; essa vantagem também acontece quando o atleta é agarrado pelos quadris e vai ao solo. Se nenhum dos lutadores conseguir o ippon, vence quem tiver mais vantagens. É proibido enrolar a perna na do adversário e dar golpes no rosto ou que causem lesão ao pescoço ou às vértebras do concorrente. A reincidência pode levar à desclassificação do lutador.

    Como no boxe, o judô é disputado em categorias, de acordo com o peso do atleta. As categorias disputadas nas Olimpíadas de 2000 foram superleve, meio-leve, leve, meio-médio, médio, meio-pesado e pesado.

    COMPETIÇÕES-

    A principal competição do judô em 2000 é o torneio nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália. O Japão, confirmando sua supremacia no esporte, conquista oito medalhas, sendo quatro de ouro, e se consagra como o maior vencedor dos Jogos. A delegação da França surpreende e fica com o segundo lugar no quadro geral de medalhas no Judô, com duas de ouro, duas de prata e duas de bronze. O Brasil mantém sua tradição no esporte em olimpíadas e conquista duas medalhas de prata.

    RESULTADOS DO BRASIL-

    O esporte, que chegou ao país nos anos 20, já rendeu duas medalhas de ouro nas últimas Olimpíadas: Rogério Sampaio (meio-leve, em 1992) e Aurélio Miguel (meio-pesado, única medalha de ouro brasileira em 1988) (veja tabela). Nos Jogos de Atlanta, em 1996, Aurélio Miguel (meio-pesado) e Henrique Guimarães (meio-leve) ganham medalhas de bronze. Em 1997, no Campeonato Mundial realizado na França, Aurélio Miguel conquista a medalha de prata dos meio-pesados e Edinanci Silva (meio-pesado feminino) e Fúlvio Miyata (ligeiro) ganham medalhas de bronze. Com esses resultados, a equipe do Brasil fica em décimo lugar na competição, sua melhor classificação até hoje. Em 1998, a seleção brasileira masculina de judô (formada por Marcelo Figueiredo, Daniel Hernandes, Fúlvio Miyata, Henrique Guimarães, Sérgio Oliveira, Flávio Canto e Edelmar Zanol) conquista a medalha de prata na Copa do Mundo por equipes realizada em Minsk, em Belarus.

    Em todos os Jogos Olímpicos desde Los Angeles, em 1984, o Brasil vem conquistando medalhas no judô (sete no total). Em Sydney 2000, a história se repete. Tiago Camilo, na categoria leve, e Carlos Honorato, na categoria médio, conquistam a prata olímpica. Com uma delegação de doze atletas, o Brasil tem uma participação satisfatória nos Jogos, especialmente se considerarmos a crise vivida na Confederação Brasileira de Judô (CBJ). O ex-presidente da CBJ, Joaquim Mamede, é acusado de corrupção e a entidade não apóia alguns atletas, como Aurélio Miguel. Além dos medalhistas, outros atletas conseguem bons resultados na Austrália. Entre as mulheres, Priscila Marques, na categoria pesado, e Edinanci Silva, no meio-pesado, chegam às quartas-de-final. Tânia Ferreira, categoria leve, Vânia Ishii, meio-médio, e Mariana Martins, superleve, ficam na repescagem. Já entre os homens, dois judocas também vão às quartas-de-final: Mario Sabino Júnior, categoria meio-pesado, e Daniel Hernandes, categoria pesado. Henrique Guimarães, medalha de bronze em 1996 na categoria meio-leve, é eliminado na repescagem. Marcelo Aragão, meio-médio, e Denílson Lourenço, superleve, não passam da segunda rodada. O paulista Tiago Henrique de Oliveira Camilo é a maior revelação brasileira em Sydney. Aos 18 anos, Tiago, campeão mundial juvenil, em 1998, e Júnior, em 1999, conquista a medalha de prata de forma brilhante, vencendo três lutas. Na final, o atleta perde para o italiano Giuseppe Maddaloni. Outro paulista, Carlos Honorato, também surpreende na Austrália. Atleta do A.D. São Caetano, Honorato, de 25 anos, venceu nas semifinais o favorito judoca japonês Hidehiko Yoshida, bicampeão mundial e medalha de ouro em Atlanta 1996. Na final, Honorato perde para o holandês Mark Huizinga.

    Em fevereiro de 2000, no Torneio Internacional de Paris, o Brasil conquista bons resultados. Edinanci Silva é ouro na categoria meio-pesado, vencendo três lutas por ippon.

    Na categoria leve, Tiago Camilo conquista a prata, perdendo a final para o francês Ferrid Khuder. Já Denílson Lourenço fica com o bronze na categoria ligeiro.

    Destaque no mundo - Mais uma vez os japoneses brilham em uma Olimpíada nas lutas de judô. Nas catorze modalidades, entre homens e mulheres, o Japão conquista quatro medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze. A França, com duas medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze, é a grande surpresa dos Jogos, ficando à frente de Cuba, China e Coréia do Sul. Na categoria peso-pesado, o francês David Douillet conquista o bicampeonato olímpico, superando na final o japonês Shinichi Shinohara.




    LUTAS




    Combate corpo a corpo, sem armas, entre dois atletas, que usam de força e destreza para aplicar golpes a fim de subjugar o adversário. A luta é usada desde tempos remotos como método de preparação de guerreiros no Egito e na Ásia. Chega depois à Grécia e passa a fazer parte dos Jogos Olímpicos da Antiguidade.

    MODALIDADES –

    Nas Olimpíadas, disputam-se dois tipos de luta: a livre e a greco-romana. Praticada com o peito nu, a luta livre permite o uso das pernas, além dos membros superiores, para a aplicação de golpes pelos competidores.

    A luta greco-romana é inspirada nas primeiras lutas das Olimpíadas gregas antigas. Permite apenas a aplicação de golpes no adversário da cintura para cima, sem o uso das pernas nem agarrões abaixo da linha da cintura.

    REGRAS –

    Tanto na luta livre quanto na greco-romana, existem dez categorias, divididas por peso: papel ou minimosca (de 45 a 48
    kg); mosca (de 48 a 52 kg); galo (de 52 a 57 kg); pena (de 57 a 62 kg); leve (de 62 a 68 kg); meio-médio (de 68 a 74 kg); médio (de 74 a 84 kg); meio-pesado (de 82 a 90 kg); pesado (de 90 a 100 kg); e superpesado (de 100 a 130 kg). Há três juízes, dos quais apenas um, o mediador, fica no tablado. A área de combate é um tapete quadrado de 8 m de lado com no máximo 10 cm de espessura, situado no centro de uma plataforma de 12 por 12 m e de 0,90 a 1,10 m de altura. As lutas duram dois rounds de 3 minutos, com intervalo de 1 minuto entre eles. Vence o atleta que primeiro encostar totalmente as costas do adversário no chão. Caso isso não aconteça, ganha aquele que conseguir 3 pontos técnicos diferentes ou que tiver uma vantagem de 10 pontos em relação ao oponente. O golpe de chão (girar o adversário sobre os ombros dele, sem encostar as costas no chão) vale 2 pontos; o de média amplitude (projetar o adversário a uma altura média do chão) vale 3; o golpe de grande amplitude (pegar o adversário pela frente ou por trás para projetá-lo para trás, por cima dos ombros), 5 pontos. Havendo empate, faz-se uma prorrogação de 3 minutos. Quem conseguir o primeiro ponto técnico vence. Em caso de novo empate, a arbitragem decide quem é o ganhador.

    COMPETIÇÕES-

    Embora já estivesse incluída nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, apenas em 1912 a luta passa a contar com um órgão controlador, a Fédération Internationale de Lutte Amateur (Fila), com sede em Paris. As regras estabelecidas pela Fila são utilizadas em todas as competições: Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos, campeonatos mundiais e torneios internacionais.





    TAE KWON DO


    Luta corporal praticada também como esporte, surgida na Coréia há 2 mil anos com o nome de tae-kyon. Todas as suas ações se baseiam em socos, chutes e na defesa contra os ataques inimigos. No tae kwon do utilizam-se principalmente as mãos livres e os pés – estes para repelir o oponente.

    REGRAS –

    O uniforme do lutador de tae kwon do deve ser branco, em sinal de pureza, e largo, para facilitar os movimentos. Como nas demais artes marciais, os lutadores usam cintos de diversas cores para indicar o grau alcançado no esporte. Os pretos são utilizados por lutadores de 1º grau e pelos dan (superiores); os vermelhos, por lutadores situados entre o 1º e o 3º graus; os azuis, por lutadores do 4º ao 6º graus, e os brancos, para iniciantes. Os lutadores mais jovens de qualquer grau usam uma faixa vermelha e preta. Somente a Korean Association Tae kwon do pode conceder permissão para passar de um grau a outro.

    As lutas duram três rounds de 2 min cada um, com 30 s de intervalo entre eles, e acontecem em um tablado de 54 m², para adultos, e 49 m², para menores de idade. O lutador marca pontos quando ataca o adversário, mas perde se ao atacá-lo ele estiver caído. Todos têm de usar o ho-goo, um colete protetor de couro. Os atletas dividem-se em dez categorias, de acordo com seu peso.

    COMPETIÇÕES –

    O tae kwon do passa a integrar o programa das Olimpíadas em Sydney, em 2000. Nos Jogos Pan-Americanos é disputado desde 1987, em Indianápolis.








    Pratiquem Esporte!!!